AJURIS 76 anos: Inovação no Judiciário gaúcho

AJURIS 76 anos: Inovação no Judiciário gaúcho

Ao longo do último mês, o Departamento de Comunicação da AJURIS produziu uma série de conteúdos especiais. Além de resgatar fatos históricos importantes, as matérias tiveram como premissa as conexões sobre a atualidade dos temas, especialmente no contexto de pandemia. E é neste sentido que vamos encerrar as comemorações dos 76 anos, celebrados ontem (11/8), com olhos no futuro e falando sobre inovação no Judiciário gaúcho.

Inovação

Vivemos um período de transformações aceleradas na sociedade. Diante da maior crise sanitária do último século, centenas de milhares de pessoas adaptaram suas rotinas profissionais, de estudo e relações pessoais para atender a necessidade de distanciamento social.

Ok, sabemos que isso não é novidade e tem sido falado exaustivamente nos quase cinco meses de pandemia. No entanto, no meio dessas angústias e incertezas a capacidade de adaptação e, principalmente, de inovação exercem um papel fundamental nas novas rotinas de trabalho.


Conceito de inovação

No senso comum, muitas vezes a palavra inovação é associada ao conceito de tecnologia, e de fato ela exerce uma papel fundamental neste processo, já que a tecnologia cada vez mais faz parte das nossas vidas. No entanto, a inovação precisa também ser entendida como uma atitude e uma mentalidade a ser construída e incentivada nas organizações.

Tradicionalmente associado às empresas privadas e à competitividade, os processos de inovação no setor público dialogam tanto com a necessidade de solucionar problemas quanto a de criar processos que possam gerar celeridade e economicidade, além de impactos positivos para a sociedade.


Inovação no Judiciário

Ao longo da história a magistratura gaúcha foi reconhecida nacionalmente pelas inúmeras iniciativas pioneiras. E, neste processo, a Escola da AJURIS sempre exerceu um papel de vanguarda, assegurando aos juízes e juízas do RS um espaço  para estudos de uma nova metodologia, como a Justiça Restaurativa; ou no incentivo e instituição de comissões, como no caso dos Juizados de Pequenas Causas (hoje chamados de Juizados Especiais) e a instituição das Penas Alternativas, apenas para citar algumas iniciativas que surgiram no Estado.

 

NIAJ e a inovação na gestão

Com uma importante trajetória na Escola da AJURIS, onde foi diretor e primeiro coordenador do Núcleo de Inovação e Administração Judiciária (NIAJ), o desembargador Ricardo Pippi Schmidt destaca dois elementos que considera importantes neste processo de inovação da magistratura: a democratização da Associação e a Escola da AJURIS, que além de ser a primeira da América do Sul e do Brasil, também se mantém autônoma.

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Atual coordenador do NIAJ, o juiz de Direito Daniel Englert Barbosa, relata que na época também um grupo de magistrados cursava o Mestrado Profissionalizante em Poder Judiciário promovido pela FGV-RJ, e isso serviu como fomento para que os estudos fossem, então, realizados no âmbito da Escola. 

Com uma trajetória ligada aos processos de inovação, e experiências na iniciativa privada, antes do ingresso na magistratura, o desembargador Carlos Eduardo Richinitti participa do NIAJ desde a sua criação. Primeiro coordenador na Comissão de Inovação do Tribunal de Justiça (Inovajus), o magistrado destaca a colaboração do NIAJ para os processos de inovação. 

Ele enxerga o NIAJ como um caminho, um espaço permanente para os estudos e práticas de inovação do Judiciário gaúcho. Na visão do  magistrado, como as administrações do Tribunal de Justiça do RS (TJRS) se sucedem de dois em dois anos, nem sempre a gestão tem um viés inovador.

Em quase 15 anos de atuação, o NIAJ segue com o perfil inovador, fomentando novas iniciativas na área de administração judiciária, desde questões acadêmicas até projetos experimentais: “Em que pese o estudo acadêmico, esse grupo trabalha especificamente naquelas que podem auxiliar na jurisdição, no dia a dia do trabalho dos juízes, servidores e para os jurisdicionados, advogados, que tem esse contato”, pontua o coordenador do NIAJ, Daniel Englert Barbosa.

Na próxima reportagem da série especial sobre inovação do Judiciário gaúcho, vamos falar sobre projetos de inovação e como estão impactando o trabalho de magistrados, servidores e colaborando para a prestação jurisdicional.

Confira AQUI no infográfico alguns dos projetos que nasceram no NIAJ.

 

 


Reportagem e gráficos: Joice Proença e Vinicios Sparremberger
Edição vídeos: Vinicios Sparremberger