Projeto Escola+Paz forma mais de 1,2 mil facilitadores escolares em Justiça Restaurativa

Projeto Escola+Paz forma mais de 1,2 mil facilitadores escolares em Justiça Restaurativa

As escolas gaúchas contam, a partir desta sexta-feira (19/7), com 1.246 facilitadores para atuar com a Justiça Restaurativa na mediação de conflitos no ambiente escolar e construção da cultura de paz. A formatura dos agentes foi realizada durante o Seminário Escola+Paz, no auditório do Ministério Público do RS, que apresentou os resultados do projeto e marcou o encerramento dos trabalhos.

O projeto Escola+Paz foi desenvolvido ao longo de um ano em uma parceria entre a AJURIS e o governo do Estado, por meio das secretarias da Educação e de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O seminário teve a participação de delegações do Ceará e do Amapá, que vão levar para os estados as experiências da JR para colocá-la em prática.

A presidente da AJURIS, Vera Lúcia Deboni, destacou a formatura como “a certeza que, com essa multiplicação, a gente pare de fazer mais do mesmo, atingido resultados diferentes. O nosso grande ganho será o diálogo, que é potente na Justiça Restaurativa”. A magistrada destacou também o fato do projeto ter passado por diversos governos, se tornando enfim uma política de Estado. Ao final, Vera Deboni saudou a expansão da metodologia: “Durante muito tempo nos eventos de justiça restaurativa usei a figura que nós éramos beija-flor levando a gotinha para apagar o incêndio. Nós não somos mais beija-flor, somos semente”.

O desembargador Leoberto Brancher, que é o coordenador da JR na Escola da AJURIS, disse considerar o momento “um sonho”. “Esse auditório lotado representa o potencial vivo desse movimento”, afirmou.

A proposta é que os facilitadores utilizem os Círculos de Construção de Paz na resolução de conflitos no ambiente escolar. A metodologia é uma das diretrizes da Justiça Restaurativa, experiência desenvolvida de forma pioneira pela AJURIS no Brasil, que tem como princípio a escuta e o diálogo. O projeto envolveu 85 escolas localizadas em regiões da Região Metropolitana em que funcionam os projetos do Programa de Oportunidades e Direitos (POD): em Porto Alegre (nos bairros Rubem Berta, Restinga, Lomba do Pinheiro e Santa Tereza), Viamão e Alvorada.